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	<title>Medicina Preventiva, Esportiva e Tratamentos Estéticos &#187; cirurgia vascular e angiologia</title>
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	<description>Medicina Preventiva, Esportiva e Tratamentos Estéticos</description>
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		<title>Edema de pernas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:59:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O edema ou inchaço nas pernas é uma condição clínica muito comum e pode estar ou não associado a uma doença vascular. Etiologicamente (causas) dividem-se didaticamente em edemas de origem central, em que o os possíveis responsáveis são doenças no coração, rins, fígado, alterações hormonais ou doenças do metabolismo, e edemas de origem periférica, em [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O edema ou inchaço nas pernas é uma condição clínica muito comum e pode estar ou não associado a uma doença vascular.</p>
<p>Etiologicamente (causas) dividem-se didaticamente em edemas de origem central, em que o os possíveis responsáveis são doenças no coração, rins, fígado, alterações hormonais ou doenças do metabolismo, e edemas de origem periférica, em que agrupamos as causas vasculares.</p>
<p>Nestas últimas, cabe ao cirurgião vascular definir se o edema é de origem venosa ou linfática, através de características clinicas específicas e a partir daí o manejo terapêutico mais adequado.</p>
<p>O Linfedema é o edema de origem linfática que pode acometer tanto os membros superiores quanto os inferiores. Pode ser primário (características próprias do paciente) ou secundário a doenças infecciosas, como a erisipela da perna, ou câncer, como por exemplo o câncer de mama cujo tratamento cirúrgico ou radioterápico pode levar ao edema do membro superior.</p>
<p>O tratamento na grande maioria dos casos é clínico com medicamentos associados a terapia compressiva e drenagem linfática ou fisioterapia específica.</p>
<p>O diagnóstico correto e manejo adequado do edema leva a uma melhora substancial da condição clínica e consequentemente da qualidade de vida.<br />
Visite-nos: Rua Dep. João Sussumu Hirata, 180 – Panamby (Morumbi) – São Paulo</p>
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		<title>Dor nas pernas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A dor nas pernas é um dos principais motivos da procura ao cirurgião vascular. Ela pode ter várias causas (etiologia) e cabe ao especialista, durante a consulta constituir a hipótese diagnóstica mais provável. Quando de origem na circulação venosa, ela possui características de ardor, queimação, peso e cansaço que ocorre principalmente no final do dia [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A dor nas pernas é um dos principais motivos da procura ao cirurgião vascular. Ela pode ter várias causas (etiologia) e cabe ao especialista, durante a consulta constituir a hipótese diagnóstica mais provável.</p>
<p>Quando de origem na circulação venosa, ela possui características de ardor, queimação, peso e cansaço que ocorre principalmente no final do dia ou após a jornada de trabalho.</p>
<p>O termo claudicação refere-se a dor que se inicia com o paciente andando, de tal sorte que obriga que o paciente pare a caminhada para aliviar a dor. Ocorre por um acumulo de substâncias decorrentes de um processo metabólico (para obter energia para o músculo) em um território pobre em oxigênio – chamado de anaeróbico.</p>
<p>A doença de base chama-se aterosclerose e leva a uma redução do calibre interno ou oclusão de uma artéria, que é o vaso que leva o sangue rico em oxigênio para um território específico. É uma doença degenerativa que leva ao acumulo de gordura na parede arterial; os fatores de risco estão associados ao tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes mellitus sendo que os homens adultos e idosos são os mais acometidos; pode estar associado a casos de impotência sexual.</p>
<p>A consulta por um especialista em caráter preventivo pode levar a um diagnóstico precoce e consequentemente a uma possibilidade de manejo clínico da doença; em casos mais avançados, com sintomas mais exacerbados, podem levar a indicação de tratamento cirúrgico; este pode ser realizado de forma convencional ou endovascular (acesso por punção – sem cortes, e utilização de radiologia e materiais especifícos como “stents” e balões de angioplastia que permitem o tratamento de forma minimamente invasiva). A indicação do tipo de tratamento é individualizada caso a caso levando em consideração características clínicas e anatômicas do paciente.</p>
<p>Nesta doença, o diagnóstico precoce é um dos principais fatores de melhora no prognóstico.<br />
Visite-nos: Rua Dep. João Sussumu Hirata, 180 – Panamby (Morumbi) – São Paulo</p>
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		<title>Trombose</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O termo trombose gera grande preocupação nos pacientes. Entretanto temos que definir qual o território circulatório acometido antes de discorrermos sobre o assunto. As artérias levam o sangue oxigenado do coração para todas as partes do corpo e a trombose neste território é mais grave: leva a uma dor de forte intensidade que faz com [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O termo trombose gera grande preocupação nos pacientes. Entretanto temos que definir qual o território circulatório acometido antes de discorrermos sobre o assunto.</p>
<p>As artérias levam o sangue oxigenado do coração para todas as partes do corpo e a trombose neste território é mais grave: leva a uma dor de forte intensidade que faz com que o paciente procure o pronto-socorro e se não tratada prontamente pode levar a perda do membro acometido. Normalmente está associada ao tabagismo, diabetes, hipertensão arterial e ao colesterol elevado.</p>
<p>As veias levam o sangue pobre em oxigênio de volta ao coração e pulmão para ser oxigenado (retorno venoso) e a trombose neste território é mais comum que a anterior. O paciente desenvolve um edema (inchaço) endurecido no membro (mais comum nos membros inferiores) que pode estar associado a febre baixa e mal estar. A falta de ar pode estar relacionada a uma complicação grave: a Embolia Pulmonar, que ocorre em casos de demora no inicio do tratamento ou tromboses extensas.</p>
<p>Por isto a importância de se procurar um cirurgião vascular em caso de edema nas pernas que não melhoram e principalmente quando o edema é unilateral. Assim podemos minimizar o risco de se desenvolver uma embolia pulmonar que em alguns casos pode ser até fatal.<br />
Pode acontecer após viagens prolongadas (Síndrome da classe econômica), períodos pós operatórios, associados a algumas doenças do sangue, entre outras causas.</p>
<p>O padrão ouro em diagnóstico é o ecodoppler venoso colorido do membro acometido e se confirmado a hipótese diagnóstica, o tratamento deve ser iniciado prontamente. O tratamento é feito através de uma medicação conhecido como anticoagulante que “afina” o sangue. O uso deste medicamento não é isento de complicações e deve ser orientado e acompanhado por um especialista.</p>
<p>Na maioria dos casos o tratamento é iniciado com o paciente internado, durante a fase aguda.</p>
<p>Modalidades recentes e minimamente invasivas de tratamento com auxílio da radiologia intervencionista e com o uso de catéteres e/ou medicamentos para dissolver o trombo (trombólise mecânica e medicamentosa) podem ser realizadas. Implante de filtro em veia cava para tratar pacientes que tenham tido ou tenham risco muito elevado de embolia pulmonar tambémpode ser indicado em casos específicos, melhorando o prognóstico da doença.<br />
Visite-nos: Rua Dep. João Sussumu Hirata, 180 – Panamby (Morumbi) – São Paulo</p>
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		<title>Telangiectasias</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O aparecimento de telangiectasias ou vasinhos é a queixa de grande parte dos pacientes que procuram os cirurgiões vasculares. Fazem parte de um grupo de doenças que ocorrem na circulação venosa, responsável pelo retorno do sangue ao coração; neste mesmo grupo estão as varizes e a trombose venosa que serão discutidas em outros tópicos. A [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O aparecimento de telangiectasias ou vasinhos é a queixa de grande parte dos pacientes que procuram os cirurgiões vasculares.</p>
<p>Fazem parte de um grupo de doenças que ocorrem na circulação venosa, responsável pelo retorno do sangue ao coração; neste mesmo grupo estão as varizes e a trombose venosa que serão discutidas em outros tópicos.</p>
<p>A principal queixa dos pacientes é estética. Entretanto uma boa parte dos pacientes tem dor tipo ardor ou queimação no local dos vasinhos que pode estar associado a cansaço e peso nas pernas em alguns casos.</p>
<p>As mulheres, em todas as idades, são as mais acometidas; existe uma predominância no período pós gravidez e uma associação com uso de hormônio anti-concepcional. Homens também podem desenvolver vasinhos que aparecem menos por conta dos pelos.</p>
<p>O objetivo principal do tratamento é estético, mas muitas vezes ocorre melhora dos sintomas mencionados acima.</p>
<p>O tratamento pode ser realizado por diferentes maneiras, sendo a escleroterapia a mais realizada e motivo de medo para muitos pela necessidade do uso de agulha para isto; entretanto o uso de material selecionado como agulhas específicas com pontas muito finas e medicamento diluído com anestésico já vem sendo utilizado há algum temp. Modernamente o procedimento pode ser realizado praticamente sem dor nenhuma com a utilização de um equipamento que resfria a pele através de um jato de ar gelado, anestesiando localmente o ponto de punção.</p>
<p>A utilização de um outro equipamento específico para visualizar vasos pouco mais profundos, na derme, através de iluminação com L.E.D., melhora sensivelmente o diagnóstico e por consequência o manejo específico da doença com melhora significativa do resultado do tratamento.</p>
<p>O L.A.S.E.R. em alguns casos selecionados pode ser indicado para o tratamento em associação ou não com a escleroterapia.</p>
<p>O tratamento, quando indicado por um especialista, traz resultados muito satisfatórios, melhorando em muito a qualidade de vida e auto estima.<br />
Visite-nos: Rua Dep. João Sussumu Hirata, 180 – Panamby (Morumbi) – São Paulo</p>
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		<title>Aneurisma de aorta</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:35:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>O aneurisma de aorta é definido como uma dilatação de um vaso sanguíneo e pode ser subdividido de diversas maneiras, de acordo com o tipo, o vaso acometido, a etiologia ou causa, etc. É uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas até que ocorra uma complicação, que pode ser grave e muitas vezes até [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O aneurisma de aorta é definido como uma dilatação de um vaso sanguíneo e pode ser subdividido de diversas maneiras, de acordo com o tipo, o vaso acometido, a etiologia ou causa, etc.</p>
<p>É uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas até que ocorra uma complicação, que pode ser grave e muitas vezes até levar ao óbito.</p>
<p>Está associado com tabagismo, colesterol elevado, hipertensão e histórico familiar. Como não apresenta sintomas, seu diagnóstico só pode ser feito através de consulta médica preventiva (antes do paciente apresentar sintomas); o médico, quando suspeitar do diagnóstico lança mão de exames de imagem específicos para fechar o diagnóstico e então fazer o planejamento terapêutico adequado, individualizado caso a caso.</p>
<p>O tratamento pode ser realizado por cirurgia convencional com a troca do segmento arterial acometido por um substituto que pode ser uma veia do próprio paciente ou uma prótese de tecido sintético ou modernamente por uma cirurgia minimamente invasiva com acesso pela virilha e auxilio de aparelhos de radiologia que permitem a navegação e o tratamento por dentro do vaso (prótese endovascular). A decisão do tipo do tratamento é baseado em um série de fatores inerentes à condição clínica e anatômicos do paciente.</p>
<p>O tratamento realizado de forma eletiva (sem o paciente apresentar complicações) e com uso de técnicas modernas melhora em muito o prognóstico em relação a doença. Por isto a importância de consulta vascular de rotina, principalmente na presença de fatores de risco e idade maior que 40 anos.<br />
Visite-nos: Rua Dep. João Sussumu Hirata, 180 – Panamby (Morumbi) – São Paulo</p>
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		<title>Um quarto dos brasileiros sofre de pressão alta</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 14:03:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Silenciosa, a pressão alta é uma doença perigosa e que vem crescendo entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde em 2012, 24,3% da população têm hipertensão arterial, contra 22,5% em 2006, ano em que foi [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Silenciosa, a pressão alta é uma doença perigosa e que vem crescendo entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde em 2012, 24,3% da população têm hipertensão arterial, contra 22,5% em 2006, ano em que foi realizado o primeiro estudo. Foram entrevistadas 45.448 pessoas em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Como é um problema de saúde grave, mas ao mesmo tempo muito comum, foi criada uma data para lembrá-lo: 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.</p>
<p>É importante frisar que um dos principais fatores de risco para a hipertensão é a hereditariedade. Quem tem pai ou mãe com a doença, tem 30% mais chances de vir a ter pressão alta. Se os dois genitores têm o mal, esse percentual bate na casa dos 50%. &#8220;E mesmo quando um avô ou tio possui a doença, existe o risco maior de desenvolvê-la&#8221;, fala o cardiologista Nabil Ghorayeb, chefe da seção médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).</p>
<p>Apesar do forte componente genético, há muitas outras causas que podem colaborar para o desenvolvimento da doença, como os maus hábitos de vida. Fumar, beber, não praticar atividades físicas, estar acima do peso, se alimentar mal e viver estressado – equação comum no cotidiano de muitas pessoas atualmente &#8211; colaboram para que o mal atinja cada vez mais pessoas no Brasil e no mundo, com ou sem histórico familiar da doença.</p>
<p>O risco de pressão alta também aumenta com a idade. Segundo a pesquisa Vigitel 2012, 3,8% dos entrevistados entre 18 e 24 anos disseram possuir a doença, enquanto esse percentual sobe para 59,2% entre os com mais de 65 anos. Ela também aparece com mais frequência entre os portadores de diabetes e em quem possui fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como colesterol elevado.</p>
<p>Quem tem um ou mais desses fatores de risco deve medir sua pressão pelo uma vez ao ano. Já se a pessoa que tem histórico familiar da doença, recomenda-se medir ao menos duas vezes por ano.</p>
<p><strong>Sal em excesso</strong></p>
<p>Outro grande vilão, bastante presente no prato do brasileiro, é o sal. Isso porque, por um processo chamado osmose, ele aumenta a retenção de água pelo organismo, o que pode elevar a pressão nas paredes das artérias. Além disso, o sódio contido no sal pode causar o estreitamento dos vasos sanguíneos ao inibir a ação do óxido nítrico, que é uma substância dilatadora.</p>
<p>Como a pressão arterial nada mais é a que pressão exercida pelo sangue na parede das artérias, o calibre e a flexibilidade dos vasos sanguíneos estão diretamente ligados à hipertensão.</p>
<p>&#8220;O consumo excessivo de sal é um dos grandes vilões. Uma alimentação rica em sódio (sal) aumenta a chance de uma pessoa se tornar hipertensa, assim como dificulta o tratamento das pessoas previamente hipertensas&#8221;, explica o cardiologista Antonio Carlos Bacelar Nunes Filho, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. &#8220;Por isso, é recomendado aos que possuem a doença reduzir o consumo para, no máximo, 5 gramas por dia (equivalentes a 2 gramas de sódio)&#8221;, continua o médico.</p>
<p>Para entender melhor o mecanismo, é preciso entender o funcionamento do coração. O órgão trabalha em dois tempos: se contrai e adota força máxima para expulsar o sangue (processo chamado de sístole) e, logo em seguida, relaxa e adota força mínima (processo chamado de diástole). A pressão sobe quando há um descompasso entre esses dois processos, causado pela maior resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue. &#8220;É como se você diminuísse o bico de uma mangueira: a água – no caso, o sangue &#8211; acaba saindo com mais pressão&#8221;, exemplifica Ghorayeb.</p>
<p>Apesar de todo o potencial negativo do sal para a pressão, Ghorayeb destaca que ele é importante para o funcionamento do corpo e não deve ser totalmente eliminado da alimentação. &#8220;Ele é necessário para a vida. Se uma pessoa tiver pouco sal no sangue, pode ter hiponatremia, transtorno gravíssimo que provoca confusão mental e até derrame. Por isso que os atletas tomam isotônicos, para repor o sódio do organismo perdido pelo suor&#8221;, explica o cardiologista.</p>
<p>Ele conta ainda que a digestão do sal começa já na língua, nas papilas gustativas. &#8220;Elas se fecham como se fossem vasos para não entrar tanto sal no organismo. Por isso, quando a pessoa tenta diminuir o consumo, ela sente como se a comida não tivesse gosto e volta a colocar sal no prato. É preciso aguardar um mês para que as papilas voltem ao estado normal e o indivíduo sinta novamente o sabor dos alimentos&#8221;, conta.</p>
<p>Outro erro grave, segundo Ghorayeb, é comer sal para aumentar a pressão, que tende a cair nos dias mais quentes. &#8220;No verão, a pessoa que toma remédio para baixar a pressão pode ter uma queda da mesma, pois o calor extremo provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. Comer sal pode gerar um pico de alta de pressão&#8221;, diz. A dica, aqui, é se alimentar normalmente, tomar líquidos e permanecer em local fresco até se sentir melhor.</p>
<p>Hipertensos ou não, é importante também evitar choques térmicos, como fazer sauna e tomar uma ducha gelada, ou mesmo sair do sol escaldante e entrar em uma piscina ou mar de águas frias. &#8220;Isso pode gerar uma crise de pressão alta em qualquer pessoa, mas em especial em que já é hipertenso, pois há uma contração dos vasos pela mudança brusca de temperatura&#8221;, aponta.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong></p>
<p>A única maneira de detectar a doença é medindo a pressão do paciente, por meio de aparelhos que detectam a pressão naquele momento exato (seja em casa ou no consultório médico) ou por equipamentos automáticos que o paciente carrega consigo e que farão a detecção dos valores ao longo das 24 horas seguintes.</p>
<p>Na maioria dos casos a pressão alta é assintomática. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, sintomas como dor de cabeça, tonturas, edema das pernas, palpitações e sangramentos nasais podem ser sugestivos de hipertensão, mas não são específicos da doença. &#8220;Muitas vezes esses sintomas, na verdade, não são da hipertensão em si, mas do que chamamos de lesões dos órgãos-alvo, ou seja, de complicações em órgãos como coração, rins e cérebro decorrentes da pressão alta&#8221;, explica o médico do Instituto Dante Pazzanese.</p>
<p>Considera-se uma pressão ideal aquela com valores 120/80 mmHg (lê-se 120 por 80 milímetros de mercúrio) ou, como se fala comumente, 12 por 8. Esses números representam os valores máximos da pressão sistólica (120) e mínimos da diastólica (80) e são medidos em milímetros de mercúrio.</p>
<p>Valores acima de 12 por 8 e inferiores a 14 por 9 são considerados limítrofes e devem ser avaliados caso a caso por um médico. A hipertensão arterial acontece quando a pressão de uma pessoa é superior a 14 por 9. Nestes casos, a ida ao médico é essencial e urgente.</p>
<p>A pressão, quando não controlada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos. &#8220;A hipertensão pode gerar lesões devido aos problemas na circulação que causa. No cérebro, há risco de aneurismas e de AVC (acidente vascular cerebral). No coração pode dar um enfarte do miocárdio. E nos rins pode levar à insuficiência renal, condenando a pessoa à hemodiálise&#8221;, fala Ghorayeb.</p>
<p>A hipertensão arterial é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares. Ela é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). &#8220;A mortalidade por doenças cardíacas aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial&#8221;, fala Nunes Filho.</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p>Na maioria dos casos, a doença deve ser tratada com o uso contínuo de medicação. &#8220;O medicamento, quando necessário, geralmente é para toda a vida&#8221;, destaca o cardiologista Rui Póvoa, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).</p>
<p>Medo de muitos homens, a disfunção erétil causada pelos remédios para pressão é coisa do passado, segundo os médicos. &#8220;Hoje, somente alguns tipos de remédio anti-hipertensivos podem causar disfunção sexual, e em um percentual pequeno de pacientes&#8221;, fala o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein.</p>
<p>O medicamento é um adjuvante no tratamento, por isso o doente deve manter um estilo de vida saudável, com alimentação rica em frutas, verduras e legumes, e pouco sal, evitando alimentos industrializados. Além disso, deve evitar ficar acima do peso, fumar e beber, e precisa praticar atividades físicas com regularidade (30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana).</p>
<p>&#8220;É possível controlar a pressão, nos estágios mais leves, somente com essas mudanças de estilo de vida&#8221;, fala Póvoa. &#8220;Algumas pessoas, após emagrecerem, conseguem bons resultados no controle da pressão. Com bons hábitos de vida é possível um tratamento sem remédios&#8221;, frisa, ainda, Ghorayeb.</p>
<p>O estresse também deve ser combatido com sono adequado, relaxamento e controle da ansiedade e depressão. Manter contato com amigos, reservar um tempo só para a família e o lazer também são importantes para a manutenção dos níveis de estresse e, consequentemente, dos da pressão. &#8220;Meditação, musicoterapia, ioga, entre outras técnicas de controle do estresse, demonstraram ser capazes de reduzir a pressão arterial de hipertensos&#8221;, aponta Nunes Filho.</p>
<p>A escolha do medicamento nem sempre é simples e muitas vezes demanda duas ou até três tentativas até que o doente se adapte. &#8220;Cada caso é individual e demanda uma estratégia de tratamento&#8221;, aponta Ghorayeb. O importante, nestes casos, é não desistir do tratamento.</p>
<p>Existem, ainda, doentes que não conseguem controlar a pressão mesmo com mudanças de hábitos e com medicação contínua. Chamados de resistentes, eles correspondem a 10% do total, de acordo com o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese.</p>
<p>Para eles, existem as cirurgias que fazem alterações no sistema nervoso. &#8220;Elas bloqueiam os nervos que controlam a dilatação dos vasos sanguíneos. Com isso, eles se abrem e a pressão pode baixar&#8221;, relata. No entanto, a novidade é ainda pouco comum e está em fase de estudos.</p>
<p>Matéria do Portal UOL Saúde: <a href="http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/04/25/um-quarto-dos-brasileiros-sofre-de-pressao-alta-saiba-mais-sobre-a-doenca.htm">www.noticias.uol.com.br/saude</a></p>
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